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Tecnologia Free-form: A Evolução no Processo de Produção das Lentes. Parte 2

PARTE 2

A primeira grande diferença entre a tecnologia free-form e a tradicional é que os equipamentos de Free-form não usam moldes. Todo trabalho do gerador e parte do que é feita com as lixas nas máquinas auxiliares foi substituído pelo gerador Free-form.

Tecnologia freeform. Produção de lentes progressivas

Como nesse processo não são utilizados moldes, o gerador Free-form não está condicionado a uma convenção de intervalos de graus como no caso dos modelos. Se o programa que comanda o equipamento tiver sido programado para “cravar” o grau em 0,01D sua precisão é muito maior e com certeza estará dentro dos padrões de tolerâncias das normas ABNT, daí vem o que dizem que a sua qualidade é maior, com certeza.

Também pelo fato de não usar molde e apenas obedecer ao comando do software, o equipamento Free-form é capaz de trabalhar diversos tipos de superfícies, das mais simples às mais complexas. Esse equipamento realiza com tranquilidade a produção de superfícies esféricas ou cilíndricas e mesmo as superfícies multifocais (ou progressivas) com extrema precisão e agilidade, a única condição é a capacidade do software instalado. Bom, aqueles que pensaram que o Free-form é apenas para lentes progressivas, se enganaram. A grande virtude do equipamento “modulo” ou outro similar é que pode trabalhar superfícies de lentes de visão simples (miopia, hipermetropia e astigmatismo) com cálculos e trabalhos complexos para melhorar a qualidade visual e a qualidade estética.

Lentes digitais. Processo de surfaçagem tradicional, utilizando moldes. Lentes multifocias

Comparativo entre lentes feitas com tecnologia tradicional e pelo processo Free-form com lenticularização. fonte www.lentes.optview.com.br

Depois que o gerador cortou a lente é preciso polir a superfície e esta é feita com um “pad” e não mais com molde coberto de feltro.

Tecnologia freeform. Produção de lentes progressivas. Polimento das lentes

“pad” para polimento note a luz acesa em baixo do “pad”, o equipamento identifica a melhor escolha para cada situação. fonte www.schneider-om.com

Depois de polir é feita a gravação com o laser para identificar a lente, posição de montagem ou outras informações necessárias.

Veja como é o processo:

 

E uma curiosidade se quiser saber como a lente era feito a muito tempo atrás de forma totalmente artesanal veja em:

 

Com essa rápida explicação sobre o processo de produção, agora vamos falar sobre a lente que é o mais importante para você usuário ou vendedor de loja ou mesmo uma pessoa que gosta de estar informado com tudo.   Para lentes visão simples já vimos que o grande ganho é a questão estética, você pode comprovar pelas fotos, mas alem disso outra tecnologia está presente na lente é a construção de superfícies complexas com o objetivo de ampliar o campo visual sem distorção, esse processo evita que nas bordas das lentes ocorra uma distorção natural devido ao prisma presente na região das bordas da lente. Sendo assim no caso de lenticularização, que é a redução de espessura observada na foto, o adequado é fazer obedecendo a regras técnicas, como “se a dioptria for baixa, maior campo, exemplo 45 mm de diâmetro óptico útil” e “se a dioptria for alta, podem ser usados campos menores como por exemplo 40 mm ou até mesmo um diâmetro óptico útil de 35 mm”, com isso a orientação técnica do vendedor é fundamental.

Essa técnica empregada nas lentes visão simples é pouco conhecida e divulgada. Normalmente as ópticas indicam que lentes com tecnologia Free-form são para lentes progressivas, quando a tecnologia Free-form tem muito a agregar.

 

Na quarta-feira falaremos rapidamente sobre lentes funcionais. Te espero aqui, ok?

Tecnologia Free-form: A Evolução no Processo de Produção das Lentes

PARTE 1

Muito se fala sobre o que é a tecnologia Free-form de produção de lentes, as empresas usam esse fato como argumento de marketing, em muitos casos ele é encarado como sendo a lente perfeita, afinal o que seria essa tecnologia e a lente produzida por ela?

 

Lentes digitais. Processo de surfaçagem tradicional, utilizando moldes

www.lentes.optview.com.br

Bom, para entender como uma lente pode ser feita vamos contar resumidamente como as lentes são fabricadas no processo tradicional e as atuais feitas com tecnologia free-form. Conhecendo melhor a evolução dos processos de produção de lentes poderemos conhecer melhor a própria lente fruto dessa tecnologia.

Outra observação importante: atualmente estamos vivenciando um momento de transição de tecnologia. Com isso, o antigo e moderno coexistem e atendem de forma satisfatória, porém cada um no seu espaço.

 

A forma antiga de fabricação de lentes envolve os cálculos de curvas e espessuras de forma “manual” ou usando o apoio de um programa de computador. Uma vez calculada a lente, o técnico parte para separação dos moldes que serão usados na fabricação da lente.

Lentes. Processo de surfaçagem tradicional, utilizando moldes.

Molde para surfaçagem no processo tradicional. fonte: www.martinato.com.br

 

Esse molde terá a curva conforme o cálculo para que a lente tenha o grau adequado. Um dado importante é que esses moldes são fabricados com graus já determinados em intervalo de 0,25D em 0,25D e, em casos especiais, chegando a 0,06D em 0,06D em laboratórios com jogo de moldes mais completos. Mas mesmo com esse intervalo pequeno (0,06D) as aproximações das dioptrias ou grau são inevitáveis, com isso o grau final da lente pode não ser “cravado” e é para esses casos que existem os chamado normas de tolerâncias que são determinados em documentos estabelecidos pela ABNT.

Depois que o molde foi separado a lente entra em produção no laboratório de surfaçagem. Resumindo rapidamente o processo de surfaçagem tradicional:

 

1 – O bloco Semi-acabado é desbastado em um gerador de curvas: para você compreender e ver o trabalho do gerador assista o vídeo abaixo.

 

2- Depois de desbastado no gerador a lente é trabalhada pelos moldes, e esse processo envolve lixas, da mais grossa até a mais fina e finalmente a parte de polimento com feltros e um líquido branco que é o polidor, como você poderá observar no vídeo

 

3 – depois de pronto é só conferir a lente em um lensômetro, veja a seguir um exemplo de conferência de lente ou óculos

 

Como podemos ver esse processo é “engessado” ou seja, só podemos produzir a curva que o molde está projetado.

 

Volte na sexta-feira para entender o processo de surfaçagem digital, ok?

O que é Glaucoma?

Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual.

Glaucoma - elevação da pressão intra ocular

Imagem do site minhavida.com.br

 

A parte frontal do olho é preenchida por um fluido claro chamado de humor aquoso. Esse fluido é constantemente produzido na parte posterior do olho. Ele deixa o olho através de canais na parte frontal do olho em uma área chamada de cavidade anterior, ou simplesmente de ângulo.

Qualquer coisa que diminua ou bloqueie o fluxo desse fluido para fora do olho provoca o aumento da pressão ocular. Essa pressão é denominada pressão intraocular. Na maioria dos casos de glaucoma, essa pressão está elevada e provoca danos no nervo principal no olho, o nervo óptico.

Se o glaucoma não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira.

Por isso, consulte regularmente um oftalmologista, principamente a partir dos 40 anos. O diagn[ostico precoce é a melhor forma de controlar a doença.

O vídeo abaixo ilustra muito bem o que é o glaucoma.

O que é Astigmatismo e qual o tipo de lente para correção

O astigmatismo é um problema visual que pode ocorrer devido a um erro de curvatura, de centralização ou do índice de refração das estruturas oculares.


O entendimento dos problemas de miopia e hipermetropia é uma boa base para entendermos o ASTIGMATISMO. Antes de entrarmos em suas peculiaridades, vamos retomar aos conceitos de emetropia, miopia e hipermetropia, ok?

emetropia – formação da imagem no olhoe emétrope
Na figura acima, à esquerda, temos um olho visto de frente: a linha cheia (cor de laranja) representa todos os raios de luz que vêm do ambiente e adentra o olho no sentido HORIZONTAL; a linha pontilhada (azul) representa todos os raios de luz que adentram o olho no sentido VERTICAL. Na figura à direita notamos que os raios de luz que adentram o olho no sentido horizontal estão formando foco na retina, portanto não precisam correção. O mesmo ocorre com os raios de luz que adentram o olho no sentido vertical representada pelas linhas laranjas. Esse é o esquema de formação de imagem de um olho emétrope, pois temos, em todos os sentidos, as imagens corretas se formando na retina.

O olho MÍOPE é o olho onde as imagens, tanto no sentido horizontal quanto vertical, se formam antes da retina e, IMPORTANTE, estão no mesmo ponto. Continue reading »

ExpoAbióptica – Veja aqui algumas fotos da Feira

Trago aqui algumas imagens da feira para que as pessoas que não puderam vir possam acompanhar um pouco da movimentação de um dos maiores eventos do mercado de Ótpicas – Expo Abiótica 2014.

Não preciso nem falar que na feira estiveram presentes grandes representantes de diversos segmentos do mercado: Fabricantes de lentes (lentes para óculos, lentes de contato), fabricantes e representantes de grandes marcas de armações para óculos, fabricantes e representantes de equipamentos para consultórios oftálmicos e para óticas. Tinha público para todos os segmentos. Tinha atração para todos!

Não vou me prolongar no texto aqui, ok?

Veja abaixo algumas das fotos da Abiótica 2014!

 

É isso… Agora que você já viu um pouquinho como foi a feira… Fica a pergunta:

Nos encontramos na Expo Abióptica 2015?

 

Abioptica2015